O impacto da tecnologia

O mundo muda cada vez mais rápido devido ao desenvolvimento tecnológico acelerado que observamos nos últimos tempos. Todos os dias as empresas investem em inovação para criar respostas em relação às necessidades do mercado. As novas tecnologias estão dentro desse contexto. Além do desenvolvimento utilizado para diferentes oportunidades de negócios, não podemos esquecer a verdadeira revolução na sociedade, melhorando a qualidade de vida das pessoas.

Um dos grandes destaques atuais são as tecnologias de comunicação. Elas estão revolucionando a troca de informação entre as pessoas, impactando diretamente no comportamento delas em aspectos pessoais e pro- fissionais. O contato está mais rápido, fácil e acessível. Realizar reuniões pessoais ou profissionais com as pessoas em diferentes locais, cidades ou países.

Além disso, a gestão empresarial está cada vez mais simplificada e de fácil compreensão. O desenvolvimento de softwares hospedados em nuvens permite armazenar e administrar dados importantes, ajudando os gestores a ter um maior controle do que acontece em seu empreendimento.

A tecnologia é uma grande aliada para facilitar processos dentro das organizações. Com sua integração com as demandas da empresa, é possível reduzir uma entrega de meses para semanas. Em outras palavras, ser mais eficiente. E a eficiência é a chave para o sucesso.

A tecnologia é capaz de reduzir o retrabalho, atividades e atualizações manuais, também viabiliza o monitoramento e acompanhamento contínuo de cada projeto ou movimentação dentro do negócio. Sendo assim, fica mais fácil tomar decisões assertivas e eficientes, alcançando a excelência operacional e economia de custos.

A transformação digital é inegável. Uma forma de confirmar esse ponto é observarmos na batalha diária que é organizar processos, entregas e análises manualmente. Atualmente, é quase “inconcebível” aceitar algumas atividades serem realizadas manualmente. Podemos exemplificar, alguns restaurantes ou fast foods utilizar a anotação de pedidos em papéis. Portanto, é preciso entender que, de acordo com o cenário atual, as empresas que não se adaptarem a esse novo momento perderão para a concorrência que se adaptou ao novo cenário. Mas, o ponto mais importante neste processo é saber a razão das pessoas que ainda são resistentes a tecnologia. O nome dessa reação é “tecnofobia”.

Tecnofobia

Como o nome indica, a tecnofobia é o medo persistente à tecnologia, explicando de modo rápido. Pessoas que sofrem do problema, do ponto de vista patológico, geralmente desenvolvem quadros de ansiedade quando têm que confrontar algum artefato tecnológico.

Possivelmente, neste momento, você está lendo este texto em um smartphone ou tablet, no caminho para o trabalho. Quando chegar em casa, pode ser que queira pedir comida via aplicativo enquanto escolhe um filme na Netflix. Você resolve dar uma olhadinha no Facebook e vê a notificação de uma festa para amanhã. Essas cenas podem ser rotineiras para você. Contudo, para algumas pessoas isso, na realidade, é uma tortura.

Para essas pessoas, acionar uma tecla indevida do computador pode significar danificá-lo ou que uma notificação não compreendida no celular indique que ela está fazendo algo errado. O temor de ser avaliada por terceiros diante da dificuldade de usar um equipamento, como o caixa eletrônico ou uma maquininha de cartão de crédito, também é frequente.

Se está pensando que o comportamento é algo que surgiu nos últimos anos, está realmente enganado. Tal- vez os primeiros tecnofóbicos identificados desse tipo tenham sido um grupo de trabalhadores britânicos do século XVIII, que destruíram máquinas têxteis porque pensavam que as máquinas poderiam reduzir ou eliminar a necessidade das pessoas na produção de tecidos. Portanto, não são somente as tecnologias atuais que amedrontam as pessoas, a tecnofobia é algo que existe no interior de algumas pessoas.

Como explicar a tecnofobia?

Ao longo do desenvolvimento das sociedades, toda tecnologia disruptiva apresentou algum efeito temerário. Na agricultura, por exemplo, sempre houve temor em relação à substituição do trabalho humano ou animal por máquinas. O emprego da energia elétrica em polos industriais, cidades e residências também foi cercado de temores. Somos programados para ter cuidado com tudo aquilo que é desconhecido. Depois que nos habituamos à ideia, à admiração e ao desejo de ter ou usar aquela tecnologia prevalece.

Porém, para algumas pessoas, o temor só se intensifica, levando a um quadro que pode ser caracterizado como tecnofobia. E não há uma só razão para isso. As causas podem envolver fatores culturais, religiosos, sociais, intelectuais, psicológicos, ideológicos e outras mais.

O professor de ciência, tecnologia e relações internacionais da Escola Kennedy de Harvard, Calestous Juma, passou 16 anos estudando a resistência às mudanças tecnológicas ao longo da história e relata quatro tipos principais de razões para a resistência à inovação:

1. Resposta intuitiva à novidade: a energia elétrica, quando no início da sua utilização, era vista como uma ameaça séria à vida, até mais que o fogo, cujas formas de controle eram dominadas;

2. Interesses pessoais: o medo de perder o emprego para uma máquina ou de um tipo de produto parar de ser vendido por conta do surgimento de outro. Aqui, a resistência não se deve ao novo, mas à percepção de prejuízo em potencial;

3. Desafios intelectuais: a pessoa pode ter mais dificuldade para dominar um novo artefato ou a tecnologia e a sua utilização de forma intensa vista como uma afronta à natureza. Como exemplo, uma linha de produção somente com robôs pode transmitir uma ideia de “desumanização”;

4. Fator comportamental: um modelo de negócio que muda a sua forma para determinadas situações cotidianas pode ser entendido como uma ameaça. Como exemplo, existem pessoas que questionam a segurança do uso do celular para pagar contas em detrimento de fazê-lo no caixa do banco.

Assim, podemos afirmar que, com ou sem tecnofobia, o mundo continuará em desenvolvimento com fases de mudanças tecnológicas. Por essa razão, não temos muitas opções, ou aceitamos ou aceitamos. O mais importante é saber que a aceitação está dentro de nós, portanto, só depende da nossa atitude e determinação para mudar a nossa forma de aceitação. A melhor forma de enxergarmos o cenário é compreender um pouco mais como a tecnologia nos afeta em algumas situações.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *